domingo, 15 de janeiro de 2017

Sway

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Sway é um livro da autora sueca Kat Spears e narra a história de Jesse Alderman, um garoto meio judeu que é conhecido na escola como alguém que consegue qualquer parada, seja coisas mais leves como trabalhos de escola ou uma namorada para um amigo a coisas mais pesadas como drogas. Devido a isso, ele ganha o apelido Sway, traduzindo ao pé da letra seria balançar, mas no português brasileiro é algo como descolado. 

          "  —Mas o que significa? — Pete quis saber. — Nunca ouviu a palavra sway? — Carter insistiu, desnorteado pela pergunta de Pete.
            — Sway não é algo que se possa definir. Um cara que tem sway é o cara, não precisa tentar                ser descolado, apenas... é. Jesse é foda. É tão ligeiro que podia te convencer de que sou branco,    fazer você acreditar como se estivesse escrito na Bíblia.—
            — Não. Carter deu de ombros.
   Carter voltou a atenção para mim.— Achei que você estivesse instruindo esse moleque."


O livro começa quando com capitão do time de futebol (clichê!) paga a Jesse para que descubra informações sobre Bridget Smalley, para que possa sair com ela. E, o problema começa quando Jesse percebe que ela é a unica menina que conhece que é verdadeiramente boa.

Sway foi uma surpresa que caiu no meu colo, do começo ao fim, eu diria, durante essas férias. A começar pela maneira que eu o descobri: de madrugada, zapeando blogs de resenha. E, me surpreendeu. por vários fatores. Aqui vai a lista:

1. Um protagonista que não sofre da sindome do protagonista! #Chocada

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Harry, te amo! <3 Mas as vezes você é chato, acontece. Por mais que Harry Potter seja lindo-divo-maravilhoso-nostálgico-perfeito e tudo mais! Mas o problema do Harry é o mesmo da maioria dos livros por aí. O protagonista é absolutamente perfeito e não percebe que as vezes as coisas dão errado pelas suas próprias atitudes, e não assume isso por nenhum segundo, se posicionando como uma vítima. É chato! E, em Sway eu não percebi essa característica. O Jesse faz coisa errada? Faz. Muita, inclusive, mas não se posiciona como vítima. E isso foi revigorante. 

2. É um romance narrado por um menino!

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Talvez porque em Expelled o Caeron Dallas tem uma personalidade muito parecida com a do Jesse, mas eu sempre imaginava ele. Fonte

Eu sei que existem outros no mercado e que não é nenhuma uma inovação, mas para mim foi! Pela primeira vez eu li um romance do ângulo masculino. O que foi muito divertido, pois na maioria dos livros são meninas e possuem os mesmos conflitos. 

3. Os principais personagens são opostos, mas de um jeitinho fofo!
 Outro clichê de livro que superou minhas expectativas nesse: casais forçados. Grande maioria dos autores, numa SUPER ênfase nos romanescos, é que eles criam personagens absolutamente perfeitos, e mesmo quando são opostos é um oposto perfeito. E, em Sway os protagonistas são sim opostos (e fofíssimos também), mas é possível ver que Jesse não concorda com tudo que Bridget faz ou fala, inclusive criticando-a, e é reciproco. 

4. Diálogos sinceros 
  Pode não ser politicamente correto e tolerante? Pode! Mas não significa que seja ruim. Primeiro devido ao contexto do personagem, é feito de forma tão ácida e sincera que beira até a comédia ás vezes. Eu ficava tipo: "Não acredito que ele falou isso!" 

5. Auto-confiança 
  Como o próprio apelido fala, Jesse é muito autoconfiante. E, devido a isso, é divertido acompanhar a história, pois ele não fica (igual a muito personagem) falando blá-blá-blá se eu fizer isso, se eu fizer aquilo blá-blá-blá (e enrola uns três capítulos com a possibilidade da atitude). Ele vai lá e faz! Sem muita enrolação ou lenga-lenga. É até revigorante acompanhar um personagem assim. 

Enfim, eu diria que Sway é um bom livro, me conquistou e é possível que eu leia mais obras da autora. Quanto a leitura, eu diria que é algo leve, trata mais de acontecimentos do cotidiano. Já no roteiro em si eu achei que pecou em duas coisas: 

- pintou o personagem como Sway até demais, eu não comprei algumas coisas que ele fez, achei forçado pois ele não teria tal poder de influência. 

 -e o livro é meio um ciclo vicioso, basicamente Sway sempre tem algum negócio para fazer, gira entorno disso. Mas a parte boa é perceber a influência que Bridget teve nele, e ele mudando o curso da vida dele. 

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